Ogun

OGUM (gum: "guerra")
É orixá das contendas, deus da guerra. Seu nome, traduzido para o português, significa luta, batalha, briga, Divindade masculina iorubana, o filho mais enérgico de Odùduà, tornou-se regente da cidade de Ifé quando seu pai ficou temporariamente cego. Em outras lendas filho de Iemanjá e irmão mais velho de Exu e Oxóssi.
Por este último nutre um enorme sentimento, um amor de irmão verdadeiro.. É o deus do ferro, dos ferreiros e de todos que utilizam esse metal. Força da natureza que se faz presente nos momentos de impacto e nos momentos fortes. O sangue que corre no nosso corpo é regido por Ogum. Considerado como um orixá impiedoso e cruel, temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos, ele até pode passar esta imagem, mas também sabe ser dócil e amável. É a vida em sua plenitude.
Os lugares consagrados a Ogum ficam ao ar livre, na entrada das casas e terreiros.
Geralmente são pedras em forma de bigorna junto às árvores. Ogum é representado também por franjas de palmeira ou dendezeiro desfiadas chamadas mariwo que penduradas nas portas ou janelas, representam proteção, cortando as más influências e protegendo contra pessoas indesejáveis.
O culto a Ogum é bastante difundido tanto no Brasil quanto na Nigéria. Sem sua permissão e proteção, nenhuma atividade útil, tanto no espaço urbano como no campo, poderia ser aproveitada. Deve ser invocado logo após Exu ser despachado, abrindo caminho para os outros orixás. Como na África, ele é representado por sete objetos de ferro pendurados em uma haste de metal. A importância de Ogum vem do fato de ser ele um dos mais antigos dos deuses iorubás e, também, em virtude de sua ligação com os metais e aqueles que os utilizam.
Os Orikis de Ogum demonstram seu caráter aterrador e violento:
" Elemento: mata o marido no fogo e a mulher no fogareiro"
" Ogun que tendo água em casa, lava-se com sangue"
" Ogum come cachorro e bebe vinho de palma"
" O homem louco com músculo de aço"